“Queremos ser campeões”, diz Neves sobre Brasil na ‘Copa’ de Hearthstone

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O Brasil está garantido na Blizzcon de Hearthstone. Na última semana de setembro, a equipe brasileira fez boa campanha no Hearthstone Global Games e garantiu vaga na fase eliminatória da competição, que será realizada no evento anual da Blizzard pela primeira vez.

Criado em 2017, o Hearthstone Global Games é um torneio no qual 48 países disputam o título de campeão com equipes de quatro jogadores cada. A primeira edição do torneio viu 24 times dos 48 avançarem da primeira etapa da fase de grupos. Destes, apenas 16 avançaram para a fase eliminatória – entre eles o Brasil, que acabou sendo eliminado nas oitavas de final pela Holanda.

Este ano, a Blizzard decidiu deixar a competição um pouco mais difícil. Além de levar o torneio para o palco da Blizzcon, a publisher diminuiu a quantidade de times da fase eliminatória de 16 para 8. Assim, dos 48 países participantes, somente 16 avançaram para a segunda etapa da fase de grupos.

Formada pelos jogadores Lucas “LucasCrt” Claudio, Lucas “Neves” Figueredo, Rodrigo “Perna” Castro – escolhidos por votação pública – e Lucas “Rase” Guerra – maior pontuação no primeira temporada competitiva -, a seleção brasileira ficou em segundo lugar do Grupo A nesta segunda etapa e está garantida na fase eliminatória.

Em conversa com o ESPN Esports Brasil, LucasCrt e Neves conversaram um pouco sobre a classificação brasileira, o formato do torneio e quais são as expectativas para a disputa presencial. Segundo os jogadores, o HGG é um “sopro novo” no competitivo de Hearthstone, mesmo ainda não sendo o modelo mais perfeito.

Ambos, por exemplo, acreditam que a ordem de picks e bans deveria ser revista. Hoje, o torneio permite que cada time prepare 9 classes e apresenta a seguinte ordem nos picks e bans: banimento, escolha, escolha, banimento, banimento, escolha, escolha, banimento, escolha.

“Eu acredito que o formato do torneio é muito legal, mas fica um pouco sem graça por causa da ordem de escolhas (picks)”, afirma Lucas. “Essa seria a única parte que eu mudaria, mesmo”. Tirando essa mudança, os jogadores elogiaram o novo sistema competitivo adotado pela Blizzard baseado em equipes, ao invés de jogadores solitários. “Gostei bastante deste ano ter campeonatos em equipes, pois incentiva os clubes de esports a investirem no jogo”, diz Neves. “E também é sempre bom dar uma variada no modo de jogo”.

Lucas também comenta sobre como jogar em equipe acaba melhorando os treinos – principalmente por estarem jogando entre amigos. “Já tínhamos um vínculo de amizade, então ficou fácil de marcar as reuniões. Nos reunimos o máximo de vezes que pudemos para decidir o melhor jeito de enfrentar o próximo oponente”, explica. “A gente normalmente trabalha muito com uma planilha nossa e vamos fazendo o ‘theorycraft’ necessário nessas reuniões”.

Quando perguntamos se os jogadores acreditam que a classificação brasileira no Top 8 para a Blizzcon significa que o cenário nacional está crescendo cada vez mais, as respostas foram um pouco diferentes.

Para Neves, o fato da votação para a equipe ter contado apenas com os nove jogadores mais bem pontuados ao invés de jogadores com pontuação alta e famosos, como no ano passado, pode ter feito a diferença na conquista da vaga.

“Além disso, é difícil analisar se o nível do Hearthstone brasileiro está evoluindo no momento pois, da nossa ‘geração’ de jogadores, a maioria está parando de jogar competitivo, e agora estão aparecendo alguns jogadores novos que ainda não tiveram muito destaque”, comenta. “Então, acredito que só o tempo dirá se essa geração vai ser melhor que a nossa ou não”.

Por sua vez, Lucas dá o mérito da conquista ao “trabalho duro” e diz acreditar no crescimento do cenário. “Eu acredito que o cenário sempre está em crescimento sim, mas este ano conseguimos acelerar esse ritmo de uma maneira bem significativa”, afirma.

Quanto a preparação e as expectativas para o torneio, os jogadores se mostraram confiantes e ansiosos. “”, crava Neves. “Até agora, só estamos jogando normalmente e testando alguns baralhos novos, mas quando chegar perto do campeonato e soubermos nossos adversários, devemos começar a montar melhor a estratégia para o campeonato”.

Neves também afirma que a pressão da comunidade aumentou um pouco depois que o time ganhou de 6 a 0 na primeira etapa da fase de grupos, mas que ainda não deu tempo de sentir nervosismo por isso. “A comunidade brasileira começou a acreditar muito em nós, mas como ainda está meio longe da viagem ainda não senti a pressão da Blizzcon em si. Acho que só vamos tomar dimensão do campeonato quando chegarmos lá”, diz.

Por sua vez, Lucas revela que o time se cobra bastante, mas que a pressão por jogar na Blizzcon não será diferente da pressão que já sentem atualmente. “Nosso objetivo sempre foi e sempre será ganhar o próximo jogo”, garante ele. “A gente se cobra bastante para isso, tanto que quando tomamos de 3 a 0 para Portugal, que foi nossa única derrota, todo mundo do time ficou muito mal”.

Ele complementa: “E isso nunca vai mudar independente do lugar e da importância desse jogo. Todo mundo do time já jogou um campeonato que valia a vida pra ele e já está preparado para enfrentar outro desse nível. A única coisa que a gente sente é a felicidade de ter conquistado essa viagem e ter essa experiência na Blizzcon”.

“Vamos com tudo para a Blizzcon para mostrar todo o nosso potencial e daremos o nosso máximo”, finaliza Lucas.

A Blizzcon acontece em 2 e 3 de novembro em Anaheim, Califórnia. Fãs da Blizzard que não puderem comparecer pessoalmente ao evento podem adquirir um ingresso virtual que dá acesso a transmissões exclusivas e itens in-game.

Fonte: Daniela Rigon – ESPN

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