Time feminino de League of Legends da Vivo Keyd abre o jogo sobre representatividade e impasses no cenário competitivo

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Consolidada no cenário de esportes eletrônicos, a Vivo Keyd anunciou no último mês de agosto o seu time feminino de League of Legends. Outras organizações como INTZ, CNB e KaBuM, mesmo que lá no passado, já investiram em talentos femininos para os seus times principais ou de base. O que difere dos investimentos daquilo que foi proposto pela Keyd é que a organização é a primeira gigante a investir numa formação 100% feminina.

Ana Paula “1998”, Evelyne “Lolly”, Karoliny “Fireheart”, Lina “Lina” e Nathalia “Uchiha” conversaram conosco e falaram sobre diversos assuntos, não só do cenário feminino, mas do competitivo como um todo. Elas já jogavam juntas antes de assinarem com a Keyd e a iniciativa de buscar a organização para propor um contrato partiu das próprias jogadoras, que acabaram sendo contratadas após um curto período de testes.

“Fomos campeãs do campeonato feminino da BBL e uma outra organização entrou em contato conosco para fechar uma parceria. Isso fez com que entrássemos em contato com outras organizações e uma delas foi a Vivo Keyd, que passou a acompanhar nossos treinos. Pouco tempo depois nós fomos até São Paulo para treinar e participamos de uma reunião com a organização, que viu potencial no nosso time e abraçou a causa. Foi tudo muito rápido”, detalharam FireHeart e Uchiha.

Jogadora da selva, Uchiha acredita que a chegada dela e de suas companheiras na Vivo Keyd é um passo importante no quesito representatividade.

“É muito importante pois abre mais portas para o cenário feminino, já que não tem investimento nele, pode ser que as outras organizações invistam em outros times também, e com isso surjam campeonatos femininos oficiais. Também não precisa ser só campeonato feminino, a gente pode abrir portas para a entrada de times mistos jogando Circuito Desafiante/CBLoL, quem sabe”, declarou a jogadora.

De fato, a falta de representatividade é algo que impacta não só na chegada de novas meninas no cenário, mas também no desempenho das que já estão em atividade. Por se tratar de uma cena tomada por homens nas posições de destaque, acaba que muitas garotas não têm um nome para se espelhar.

“Já que não tem uma representatividade feminina em campeonatos como Circuitão/CBLoL, muitas meninas desistem do sonho de ser pro players ou deixam de se dedicar para isso, muitas pensam que não terão chances. Iniciativas como essa – da Vivo Keyd – e as demais que estão surgindo no cenário são muito boas para as meninas se destacarem e mostrarem que podem estar lá jogando”, completa a jogadora.

Preconceito e machismo são outros dois problemas que caminham lado a lado com a falta de representatividade que afeta as meninas no cenário competitivo. O problema não se limita ao League of Legends e cenas de baixo caráter são frequentemente reportadas pelas garotas que estão lutando diariamente por uma melhor posição no cenário.

“Infelizmente é algo recorrente em diferentes jogos, uma realidade dura e difícil de lidar para mulheres que tentam adentrar no cenário de eSports, porém, toda essa problemática acaba em si motivando cada vez mais, não só por querermos provar que todas temos um potencial gigantesco, mas também para servir de motivação e mostrar para outras garotas que têm o sonho, mas não buscam por receio, que é possível chegar a algum lugar”, dissertou Lolly, topo da equipe.

Lolly acredita que uma das coisas que podem ajudar na causa do cenário feminino é uma maior divulgação de projetos e competições destinadas aos times femininos e mistos.

“É necessário sim uma divulgação melhor quando se trata do cenário feminino/misto. Isso é importante para que as pessoas em geral vejam o grande potencial que temos para oferecer. Hoje, a maioria dos jogadores sequer sabem dos recorrentes campeonatos femininos, muito menos sobre essa consolidação do cenário que vem acontecendo nos últimos meses. É importante mostrar que mulher também joga”, exaltou.

Embora sejam poucos, já existem hoje competições no país que são destinadas aos times femininos. Um dos exemplos são os torneios promovidos pela BBL, uma das maiores do ramo competitivo no cenário nacional. Foi depois de conquistar um desses campeonatos que as meninas receberam suas primeiras propostas profissionais e chegaram até a Keyd.

Fonte: Yahoo Esportes

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